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Sorvetitália

- Moço, posso provar o de doce de leite com coco?

hmmm... delicioso...

como é esse de yogurt pecan?

 

- É sorvete de iogurte, com pecan.

 

- hum. Deixa eu provar?

caraca... bonzão...

Tá, decidi! Dá um copinho de chocolate com macadâmia!



Escrito por Carol às 20h04
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Conversa de trabalho

A: Olha, eu vou à tarde hoje, mas me passa aquelas alterações que eu tenho que conferir, para vocês poderem mandar logo para o cliente. Eu faço aqui em casa mesmo.

B: Ok, aceitaí que esse é o doc das alterações.

Envio concluído.

A: Mandei pra você aquelas respostas, dá uma conferida para ver se estão certas. Vou fazer agora as alterações.

(...)

B: Acabei de responder o seu e-mail. Tem algumas correçõezinhas, mas você pode fazer depois.

A: Tudo bem, sem problemas. Aquele capítulo são 23 páginas mesmo?

B: Não, são 22, mas a gente já está terminando de atualizar a última.

A: ok

(...)

B: Olha, a Angela vai ligar para você. Ela ligou pra cá e eu achei que você estivesse no banheiro a gente está se falando tanto pelo msn que eu esqueci que você não estava aqui. hehehehe

 



Escrito por Carol às 12h23
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Dias de Trovão apresentam: Processo Seletivo

Você precisa estar às 8:00 num lugar, munido de currículo impresso, documento com foto e como não podia deixar de ser, uma boa aparência. O despertador está programado para as 6:00, mas é claro que um dia antes a sua menstruação resolve aparecer, fazendo com que o dia daquele processo seletivo - tarefa que habita léguas de distância das suas habilidades - caia no segundo dia do seu ciclo. (Quem convive com tais ciclos uterinos sabe bem o tamanho da catástrofe). Obviamente você não ouve o despertador (nenhum dos dois!) tocar porque passou a noite inteira se sentindo mal. Acorda com o rosto muito inchado e os olhos praticamente nipônicos, nenhum botão das suas saias e calças encontra sua respectiva casa (Naaaaaaaaada fecha) e os minutos só andam pra frente fazendo chegar a hora que você deveria estar na portaria trocando o documento com foto pelo crachá de visitante da empresa. A sua mãe dá a solução mais simples possível dizendo que essa blusinha está linda, e que é só vestí-la com uma calça jeans. Aí você grita que está sem calça jeans (post abaixo) que não seja rasgada na bainha e que não pode aparecer lá assim. E ela, fechando com chave de ouro, sai do quarto falando que não quer se meter, mas já são quase oito horas e você vai se atrasar. Vem então, à sua cabeça aquele juramento que aquele grito que vai dar agora é o último do dia, pois precisa se manter calma, afinal, você vai fazer uma prova de matemática (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). E claro, você nem valoriza muito o fato de que a impressora resolveu manchar o papel todo do seu currículo impresso para entregar depois da prova. O motorista do taxi diz que vai ser tranqüilo, o trânsito pra lá agora está limpo, a não ser a seqüência de sinais vermelhos, o caminhão parado no meio da pista e aquela batida na ladeira do Pasmado. Ufa. A portaria está lotada de pessoas com crachá escrito "Processo seletivo". O rh atrasou. 



Escrito por Carol às 22h21
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A coisa certa na hora errada

Eu preciso de um microfone para falar com minhas amigas bem sucedidas que agora habitam a algumas léguas da terra natal. Com esse lance de Internet, até a saudade fica diferente: você vê a pessoa na janelinha do msn, fala com ela sem gastar telefone e etcétera.

Só que o microfone que eu tenho aqui, daquele fonezinho de telemarketing entrou numa de não acontecer no meu computador. Funciona em todos os outros micros, menos no meu. Já tentei reconfigurar, tirar e colocar, plugar em outra entrada, ainda que destinada ao fone ou ao cabo de rede - este último é apenas uma forma de expressão -, mas de nada adianta.

Então eu penso que tenho que comprar um microfone. Sim, claro. Simplérrimo. Não fosse pelo mísero detalhe de eu não conseguir lembrar disso num momento em que estou na rua, ou em uma hora razoável para sair de casa e comprar essa joça . Só lembro dele muito na madrugada ou num domingo, quando a Nanda ou a Tati entram online e mandam aquele convitinho do msn.

Aí eu fico pensando por que raios eu só lembro das coisas na hora que preciso delas. QUando acaba meu condicionador, eu sou capaz de ficar uns dois dias com cabelos emaranhados por só lembrar de dentro do chuveiro que preciso dele para ficar apresentável. Esses utensílios de banheiro, por sua vez, têm a simples vantagem de serem vendidos em farmácias, as quais possuem o maravilhoso serviço de entregas em domicílio.

Por outro lado, por que eu lembraria de um microfone ou de um condicionador, quando estou andando de ônibus mais preocupada em não dormir e passar do ponto?
Nunca aconteceu comigo de estar sentada na praia pegando sol e comendo queijo coalho, pensar que meu remédio pra cólica acabou e que é jogo, no caminho de volta para casa, parar na farmácia e comprar o novo estoque, e o mais importante: realmente parar na farmácia antes de chegar em casa. É claro que na primeira pontada de dor, eu lembrarei do exato momento de queijo numa mão e mate na outra, pensei em comprar o comprimido dos deuses dali a algumas horas.

E algumas coisas são campeãs no quesito "eu só lembro quando não preciso e quando eu preciso me faz uma falta enorme":

:: Microfone (!!!!!!!!!!!!) :: condicionador   (!!!) :: Ponstan  (!!!!!!!!!!!!) :: Absorvente  (!!!!!!!!!!!!) :: Tinta para impressora  (!!!!!!!!!!!!)  :: Acetona  (!!!!!!) :: Algodão (!!!!!!)  :: Cotonete (!!!!!!) :: Chiclete (esqueço de comprar depois do almoço e chego à tarde mordendo as cutículas) (!!!!!!!!) :: Calça jeans arrumadinha (!!!!!!!!!!) :: Escova de dentes nova (!!!!!!!!!!!!!!)  :: Pilha (!!!) ::

(*) O número de exclamações entre os colchetes cresce de acordo com o tamanho da raiva que me dá quando eu preciso e lembro que esqueci quando não precisava.

 

 



Escrito por Carol às 21h34
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